FRASE DO MÊS

Há “coisas” que se passam na vida de todos nós e que não nos deixam indiferentes. Estou a falar na “comunhão” de ideias ... na filosofia de vida que se (re)aprende quando nos entregamos de “corpo e alma” à prática do Tai Chi.
Só se pode caminhar para a “perfeição” quando a mente e o coração estão unidos e em perfeita harmonia com tudo o que os rodeia.
Quando todos estão imbuídos desse espírito, nas aulas, reina uma aura quase que mística. Penso que muito deste espírito resulta da “não-competição”. Ou seja, existe competição mas ela efectua-se dentro de cada um de nós. Cada qual procura a sua “via” de lá chegar sem rivalizar e hostilizar os que o rodeiam.
A “verdade” de cada um resulta exactamente do auto-conhecimento que se vai adquirindo com o tempo.
Fisicamente o nosso corpo é uma série de sistemas integrados em harmonia (saúde) ou desarmonia (doença) que interagem a partir de funções sob comando ou não.
Como tudo se relaciona as nossas funções mentais muitas vezes desprezadas pela sociedade são encapadas por uma sociedade doente (em desarmonia) e transformamo-nos muitas vezes em autómatos.
É neste sentido que praticar e treinar o Tai Chi é um desafio para que nós nos possamos conhecer, mais e melhor, enquanto seres humanos, fortalecermo-nos fisicamente, perceber as nossas emoções e estados mentais, deixando que o nosso estado humano prevaleça acima do animal. Um espírito cheio de brilho e luz ...

António Serra (Novembro/2005)